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Projeto de piscicultura apoiado pela Fapespa começa a dar os primeiros resultados

Projeto de piscicultura apoiado pela Fapespa começa a dar os primeiros resultados

O projeto tem por objeto a criação do Centro de Piscicultura (CEPIS) para a promoção do desenvolvimento da piscicultura paraense.

Data: 19/09/2019

Tambaquis criados em tanques de água corrente em regime de exercícios físicos tem em média quase o dobro do peso dos criados em sistema estático. É o que demonstram resultados preliminares do projeto de implantação do Centro de Piscicultura do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Pará (CEPIS/IFPA), em Bragança, apoiado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet).

O projeto tem por objeto a criação do Centro de Piscicultura (CEPIS) para a promoção do desenvolvimento da piscicultura paraense, assim como para aprimoramento do Curso Técnico em Aquicultura do IFPA, atuando como centro de pesquisas e capacitação na área da produção de formas jovens e genética de peixes.

 

Resultados preliminares

Segundo o coordenador do projeto Professor Cristovam Guerreiro Diniz os dados iniciais comprovaram que o exercício físico aumenta a conversão proteica nos tambaquis, fazendo-os crescer mais rápido.

O experimento foi realizado com dois grupos de tambaquis selecionados da mesma população e com mesma idade que foram colocados em dois tanques, um com corrente de água contínuo e outro não.

Os peixes de água corrente ficaram em regime de exercício físico e descanso na proporção de 12/12h. Passados 577 dias tiveram a biometria analisada e apresentaram peso médio de 4kg, enquanto que os peixes submetidos a regime estacionário tiveram em média 2,5kg de peso. Uma importante constatação do ponto de vista da produção porque barateia o custo por quilo produzido.

Tratando-se ainda de produtividade a custos reduzidos, o projeto CEPIS também conseguiu criar um banco de hipófise de tilápia para serem utilizadas na indução reprodutiva de outras espécies.

Desta maneira, pretende-se deixar de utilizar hipófises extraídas do frango, por serem distante evolutivamente e gerarem reações adversas, e as extraídas da carpa por serem caras.

Além dos resultados positivos mencionados na área de produção de peixes com qualidade genética, há de igual forma avanços no que diz respeito à criação da estrutura para realização dos experimentos do projeto.

Nesse sentido, o CEPIS demonstra ser possível a construção de tanques de aquicultura a um custo de R$ 1,4 mil reais do tipo circulares de 8 metros de diâmetro, assim como a adaptação de bombas do tipo Airlift para recirculação de água nos tanques, aumentando a sanidade dentro deles, porém sem aumentar o gasto de energia.

 

Legislação

Outra contribuição do projeto CEPIS pode ter um alcance legal. Segundo os pesquisadores a legislação estadual proíbe o cultivo de tilápia em sistemas abertos, aqueles que se comunicam com rios ou grandes lagos.

A equipe coordenada pelo Professor Cristovam idealizou, produziu e testou um filtro que impede a passagem de tilápias (em qualquer estágio evolutivo que estejam) para sistemas abertos.

Conforme enfatiza o coordenador do projeto em seu relatório, há uma grande possibilidade de que a utilização desse filtro, feito à base de areia e brita, possibilite o cultivo de tilápia em sistemas abertos, podendo promover no futuro a modificação da legislação estadual vigente.

 

*Na foto: Ingrid Cunha, professora, Mauro Melo, professor, Manoel Machado, Fapespa, Cristovão Diniz, coordenador do projeto, Magda Ballout, diretora de operações técnicas, Janielba Contente, Fapespa e Danilo Cunha, professor e diretor geral do campus do IFPA de Bragança.

 

 

 

ASCOM - FAPESPA

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