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Ação da Fapespa “Pesquise na Quarentena” encerra período de inscrições

Ação da Fapespa “Pesquise na Quarentena” encerra período de inscrições

O objetivo é incentivar os bolsistas de iniciação científica a apresentarem resultados preliminares dos projetos que fazem parte, enquanto as atividades das universidades estão suspensas.

Data: 22/06/2020

A campanha “Pesquise na Quarentena”, criada pela Fundação Amazônia de Amparo à Estudos e Pesquisas (Fapespa), contou com aproximadamente 80 estudantes inscritos. O objetivo é incentivar os bolsistas de iniciação científica a apresentarem resultados preliminares dos projetos que fazem parte, enquanto as atividades das universidades estão suspensas.

O Coordenador de Bolsas Acadêmicas da Fapespa, Alexandre Diniz, afirma que a experiência tem sido positiva por estarem sendo utilizados recursos técnicos emergentes, além do aspecto humano de estar em contato com os bolsistas e pesquisadores, em um período que exige a humanização de nossas ações. Porém estão sendo enfrentadas dificuldades quanto a saúde e participação.

“A expectativa não foi totalmente alcançada porque levamos em conta o aspecto humano que, neste momento, é muito significativo. Fomos informados pelos professores, que vários alunos foram acometidos pela COVID-19. Estavam deprimidos, sem condições emocionais para participar de atividade acadêmica; ou ainda, que estavam com familiares adoecidos. Isso nos deixou bastante aflitos. Não com o aspecto do sucesso ou insucesso da campanha, mas com o aspecto humano, que aflige nossos bolsistas”, lamenta Alexandre.

Ele também destaca a participação efetiva da equipe que está à frente da campanha: o corpo técnico da Coordenadoria de bolsas Acadêmicas, a Assessoria de Comunicação e a Coordenadoria de TI da FAPESPA, e também as Pró-reitorias de Pesquisa e pesquisadores apoiadores.

Estão participando do “Pesquise na Quarentena” bolsistas das Universidades do Estado do Pará, dos campi de Belém, Marabá, Tucuruí, entre outros municípios do Estado. A próxima etapa será a publicação online dos podcasts enviados pelos alunos.

Projetos inscritos - Mirelly Paolla é aluna da Unifesspa e trabalha no projeto “Estudo Descritivo da Língua Kyikatêjê”. Ela precisou se afastar do trabalho em campo que consistia em frequentar a aldeia onde executam o projeto. Durante este período, ela está utilizando mais as mídias sociais para divulgar o trabalho à comunidade acadêmica e também está participando com mais engajamento de conferências online com pessoas de todo o país.

“Precisamos preservar nossa saúde física e psicológica e dar continuidade aos nossos estudos com as ferramentas que temos em mãos. Achei muito relevante participar do Pesquise na Quarentena pois foi uma oportunidade de divulgar o que está sendo feito remotamente, estou aproveitando esse momento para aprofundar nas leituras teóricas e analisar os dados já recolhidos. Assim, participar dessa ação foi uma maneira de apresentar brevemente o resultado de nossas pesquisas e o envolvimento dos estudantes que fazem parte dos projetos. Acredito que depois dessa pandemia, teremos uma nova perspectiva do fazer científico”, acrescentou Mirelly.

A aluna do Instituto de Ciências da Saúde, Layane Sena, participa com a pesquisa “Ensino de repertórios de leitura, construção e escrita à mão para crianças com TEA”. Ela afirma que o Pesquise na Quarentena é uma forma de mostrar que a pesquisa não para, que apesar do afastamento social e o impedimento de realização de intervenções presencialmente, os pesquisadores continuam mantendo algumas atividades a distância, como acompanhamento online dos participantes e produção de artigos científicos.

“Iremos finalizar todas as etapas dos estudos, para que assim possamos concluir e verificar as evoluções das outras crianças que ainda não terminaram todas as fases presente na pesquisa, ademais visamos o aperfeiçoamento do método, a partir da análise dos dados e também o alcance de um maior número de crianças”, conta Layane sobre o futuro do seu projeto.

A pesquisa “Biologia, ecologia e conservação da biota aquática amazônica em diferentes níveis de organização” do aluno da UFPA David Souza, se concentra em descobrir se peixes de riachos da Amazônia estão ingerindo microplásticos, o que já foi evidenciado. Ele espera que a pesquisa evidencie a importância de estudar ambientes de água doce dentro dessa problemática, além de comparar ambientes que sejam mais propícios à essa contaminação e expor os resultados não apenas ao corpo científico, como também ao corpo social.

“As pesquisas não podem parar, a ciência é de suma importância para o desenvolvimento da sociedade em geral. Em tempos em que a ciência tem sido muito desvalorizada, o Pesquise na Quarentena veio para mudar isso, já que o intuito da ação é levar a ciência a diante mesmo quando o mundo está, de certa forma, parado. Vale ressaltar que as pesquisas feitas dentro das universidades, precisam ser expostas de alguma forma para a sociedade, já que a extensão faz parte do tripé que sustenta a academia”, completa David.

 

 

Texto - Elizandra Ferreira

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